Marisa Monte - Diariamente (Brasil)



Para calar a boca: rícino.
Para lavar a roupa: omo.
Para viagem longa: jato.
Para difíceis contas: calculadora.

Para o pneu na lona: jacaré.
Para a pantalona: nesga.
Para pular a onda: litoral.
Para lápis ter ponta: apontador.

Para o Pará e o Amazonas: látex.
Para parar na Pamplona: Assis.
Para trazer à tona: homem-rã.
Para a melhor azeitona: Ibéria.

Para o presente da noiva: marzipã.
Para Adidas: o Conga nacional.
Para o outono, a folha: exclusão.
Para embaixo da sombra: guarda-sol.

Para todas as coisas: dicionário.
Para que fiquem prontas: paciência.
Para dormir a fronha: madrigal.
Para brincar na gangorra: dois.

Para fazer uma touca: bobs.
Para beber uma coca: drops.
Para ferver uma sopa: graus.
Para a luz lá na roça: duzentos e vinte volts.

Para vigias em ronda: café.
Para limpar a lousa: apagador.
Para o beijo da moça: paladar.
Para uma voz muito rouca: hortelã.

Para a cor roxa: ataúde.
Para a galocha: Verlon.
Para ser "mother": melancia.
Para abrir a rosa: temporada.

Para aumentar a vitrola: sábado.
Para a cama de mola: hóspede.
Para trancar bem a porta: cadeado.
Para que serve a calota: Volkswagen.

Para quem não acorda: balde.
Para a letra torta: pauta.
Para parecer mais nova: Avon.
Para os dias de prova: amnésia.

Para estourar pipoca: barulho.
Para quem se afoga: isopor.
Para levar na escola: condução.
Para os dias de folga: namorado.

Para o automóvel que capota: guincho.
Para fechar uma aposta: paraninfo.
Para quem se comporta: brinde.
Para a mulher que aborta: repouso.

Para saber a resposta: vide-o-verso.
Para escolher a compota: Jundiaí.
Para a menina que engorda: hipofagin.
Para a comida das orcas: krill.

Para o telefone que toca.
Para a água lá na poça.
Para a mesa que vai ser posta.
Para você, o que você gosta:
Diariamente.